10.12.04

SVG, Avalon e Flash. A tríade no futuro dos GIS


A Microsoft anunciou que o Longhorn (nova versão do Windows) terá a sua versão proprietária do SVG: o Avalon. Ao invés de seguir padrões W3C (numa comparação grosseira, a ABNT da Web), a Microsoft continua tentando puxar a brasa para o seu assado.

Como já citei em outro post, muitos desenvolvedores voam para o Flash, tentando imprimir movimento e tentando acoplar suas bases de dados geográficas a uma interface para Web. Isso é um assassinato para a acessibilidade, pois nem todos usuários têm plugins Flash instalados.

Além disso, há a pressão da Macromedia para empurrar esta tecnologia e o status quo imperante, já que há algum tempo se adota esta tecnologia em larga escala, sem a preocupação com independência de dispositivos e, consequentemente, acesso universal à informação.

Agora, temos um novo ingrediente neste cenário. A Microsoft, preocupada com a perda de mercado com a propagação do Software Livre, tenta novamente impor seus padrões proprietários criando uma versão própria do SVG, formato gráfico vetorial, que segue os padrões W3C e é baseado em XML.

Mesmo que a Microsoft tenha negligenciado a internet num primeiro momento, agora ela tenta recuperar um mercado perdido, em grande parte, para a Macromedia, que está investindo pesado na consolidação do Flash como alternativa robusta em ambiente de desenvolvimento.

Assim, o futuro dos GIS que usam a Web como interface, começa a se tri-polarizar. De um lado, grandes corporações, preocupadas com seu próprio bolso: Macromedia e Microsoft. De outro lado, uma iniciativa heróica: o SVG, sustentada pela comunidade acadêmica e computacional, onde orbitam o criador da Web, Tim Banners-Lee e o defensor dos Webstandards, Jeffrey Zeldman.

A menos que sua aplicação seja muito específica e particular, prefira a independência de fornecedor e opte por padrões abertos. Seu cliente aprovará e sua informação será privilegiada.