Webstardards e software livre são coisas de subversivo?
Muita gente rotula os defensores do software livre de xiitas, subversivos e comedores de criancinhas. É só falar mal do Internet Explorer que os verdadeiros radicais começam a atirar pedras. Webstandards e software livre estão necessariamente vinculados? Para ajudar a desvendar a questão, basta pegar um exemplo de site institucional do SL em Santa Catarina.
Para ilustrar, vou mostrar apenas um caso, o site do 2º Congresso Catarinense de Software Livre. Este site não segue princípios básicos de webstardards. Para não parecer tendencioso, as páginas do projeto software livre do Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná (todos expoentes internacionais do SL), também usam tabelas e desconsideram recomendações webstardards.
HTML?
O site não usa XHTML, recomendado em relação ao HTML 4.01, que data de dezembro de 1999 segundo o W3C, que já está trabalhando no rascunho do XHTML 2.0.
TABLE para diagramar listas
Ao invés de usar listas, o site usa TABLE/TD/TR para cada separar cada elemento de um menu, além de usar uma imagem ao lado do link, como marcador, quando o ideal seria utilizar os próprios marcadores da lista, através do CSS.
TABLE para diagramar blocos de texto
As tabelas também são usadas para acomodar os blocos de texto, ao longo da página. Além de usar uma célula de tabela vazia (último trecho da figura acima) para ajeitar o layout, o que é semanticamente errado, pois tabelas servem para exibir dados tabulares.
Conclusão
É puramente falta de conhecimento taxar um defensor de webstardard de promotor de SL. Apesar de existir uma tendência no governo federal de padronizar o intercâmbio de informações (ver projeto E-Ping), o que é louvável, percebe-se que nem todo ativista de SL segue as recomendações de padrões web e web semântica, por mais que essa tendências apontem para um maior grau de acessibilidade e independência de fabricantes (leia-se Microsoft).
Isso não quer dizer que o movimento SL esteja totalmente errado. Apenas falta visão para que estes ativistas sejam mais coerentes com a ideologia que pregam: a independência de fabricante. Assim, deixariam de produzir sites ainda dependentes do IE e dos vícios que este trouxe à criação de sites.
Certa vez ouvi de um superior, ao defender o Firefox (na época ainda Mozilla): “_É, lá vem os anti-microsoft!”. Pura ignorância sobre a questão. Apenas defendia que o IE não segue W3C, não segue webstardards e foge a uma produção produtiva de sites. Nada de SL na história, apenas a defesa do bom senso e de melhores práticas “de verdade”.

<< Home