26.10.04

Paradoxo de Trakinas e outras migalhas


O Paradoxo de Tostines está feliz e não vai morrer só, pois surgiu um irmão próximo dele, o Paradoxo de Trakinas, prestes a dar sustentação a diversas situações em que não entendemos por que certos comportamentos abomináveis ainda pairam na web. Você nunca ouviu a máxima: “_Coma merda; milhões de moscas não podem estar erradas...”

Muito se falou sobre o paradoxo de Tostines. Juro que, num arroubo do meu lado infantil, associei Tostines a biscoito e, assim, às Trakinas, marca de biscoito muitas vezes odiado, porém tantas vezes consumido.

Juro (sem forçar a barra) que (1) associei o conceito do paradoxo de Tostines ao seguinte raciocínio sobre as Trakinas. Certa vez, um amigo, filosofando sobre o porquê de odiarmos tanto as Trakinas e não conseguirmos parar de comê-las, disse com uma sinceridade e dialética profundas: “_Trakinas é tão ruim, mas tão ruim mesmo, que até dá vontade de comer!”. Enfim, descoberta a razão de gostarmos(!) tanto do famigerado biscoito.

Juro também, que interpretei o paradoxo de Tostines da (2) seguinte forma (muito mais aproximada do seu sentido verdadeiro) como o problema comum da comunicação em que perguntamos: “_Afinal, o programa “X” tem uma grande audiência porque atrai o expectador, ou o expectador prefere o programa “X” porque ele tem uma grande audiência?” Ou então, na sua interpretação corriqueira: "_É fresquinho porque vende bem, ou vende bem porque é frequisnho?"

Prometo viajar menos e ficar com essa última hipótese, afinal, associação e confusão entre marcas é algo muito comum, se tratando do mesmo produto. Porém, não deixo de pensar o seguinte (3): o IE é tão ruim, mas tão ruim, que até dá vontade de navegar com ele. Mesmo com outros biscoitos (por favor, sem trocadilhos com cookies) infinitamente melhores, vide Firefox, Opera etc, acabamos por consumir o produto de qualidade inferior.

Quando um estranho lhe oferecer uma bolachinha na rua, desconfie! Pode ser de qualidade duvidosa. Esse estranho pode estar influenciado pelo Paradoxo de Trakinas.