28.10.04

GIS corporativos e webstandards: um olhar à frente na convergência tecnológica


Na matéria de capa da revista InfoGeo de agosto de 2004, uma interessante abordagem sobre GIS corporativo traz à tona o debate sobre a convergência tecnológica, padrões e webstandards. Muito pano para manga.

Apesar da popularidade da internet, sites são construídos de forma arcaica, fora de padrões e de maneira muito amadora. Iniciativas como webstandards, transnacionais e independentes de monopólios, visam tornar os sites mais fáceis de serem acessados por dispositivos diversos do browser, como palmtops e celulares, por exemplo.

Como os GIS corporativos tendem a crescer em robustez, complexidade e aplicabilidade, surge a necessidade de utilização da web como meio de acessar volumes de informações e dados gerados por esses sistemas. Além, é claro, da necessidade de integração entre diferentes plataformas, como bem cita a matéria.

Nesse contexto, além da necessidade de utilização de técnicas de data warehouse/data mining na arquitetura do sistema, estes necessitarão exibir dados de forma independente de disposito. Ou seja, o cliente precisará acessar via browser, ou via celular, se estas forem as ferramentas disponíveis no campo ou no escritório.

Portanto, criar sites ou aplicações web calcadas em tecnologias ultrapassadas será um entrave para a criação de um sistema profissional, que respeite a necessidade do cliente e de seus recursos técnicos disponíveis. Mais uma vez, a ferramenta deve se moldar ao usuário, e não o contrário, como muito acontece no mundo da informática.

Entrando um pouco mais em detalhes, será necessário empregar conceitos de web semântica, uma vez que obviamente não será exibido apenas texto no dispositivo do cliente, mas dados provindos de uma base muito heterogênea. É fundamental que estes dados sejam "compreensíveis" para o dispositivo, trazendo boa usabilidade, acessibilidade e conforto para o cliente. Afinal, como cita a matéria é vital que estes sistemas empreguem conceitos de interoperabilidade e padrões abertos, princípios visceralmente defendidos pelos webstandards.

Apesar de muita resistência entre profissionais do webdesign e do desenvolvimento de aplicações web (devido a uma inércia que não cabe citar), aqui surge uma das muitas aplicações concretas para webstandards, web semântica e padrões visando gerar produtos de qualidade ao cliente, sem contar o ganho de produtividade e aumento do ROI que estes novos paradigmas agregam.

(Este post também pode ser acessado no blog GEOMENSURA).